quinta-feira, 10 de abril de 2008

APRESENTANDO A MINHA TOCA LITERÁRIA

Desde menino, o ato de escrever sempre me foi mais leve e prazeroso do que o de falar. Ao crescer, cheguei à conclusão de que havia palavras demais em efervescência dentro de mim. Palavras que nasceram, cresceram e se inventaram comigo, palavras que eu captava do silêncio e do grito do mundo, palavras, enfim, que não poderiam ficar caladas. Não poderiam e já que eu era introvertido e pouco comunicativo, descobri que o papel e a caneta poderiam ser os meus maiores veículos de contato com o mundo. Assim, quase sem querer, quase como uma necessidade de me relacionar com a realidade que me cercava, fui escrevendo, escrevendo, e, um dia alguém leu os papéis e me disse que eu era um escritor. Nada contra, isso era melhor que ser um sisudo ambulante...
Mais tarde, descobri que podia escrever minhas emoções, meus sentimentos, minhas paixões, meus amores, meus desenganos, meu céu e o meu inferno, em linhas partidas que, como vocês sabem, se chamam versos. Alguém leu e me chamou de poeta. Ora, vejam só, vocês já viram maior surpresa do que essa, que tive: eu, nordestino, da terra de Artur Azevedo, Aluízio de Azevedo, Graça Aranha, Sousândrade, Raimundo Correia, Coelho Neto, Humberto de Campos, Gonçalves Dias, Josué Montello e os ainda vivos e brilhantes, Ferreira Gullar e Nauro Machado, ser considerado escritor e poeta?
E pois, se assim é, e desde que esses gênios literários mortos, em revolta, não se remexam em seus túmulos e os vivos não me execrem publicamente, e considerando que foram as outras pessoas ( amigos ou inimigos) que me declararam poeta e escritor, creio que nenhuma impropriedade cometo em me assumindo como tal e lhes apresentando este meu blogspot, a minha Toca Literária em prosa e verso.

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terça-feira, 8 de abril de 2008

ANTONIO MARIA

A inda que o duro caminhar
N a jornada da vida, me faça
T ropeçar em pedras de dor- talvez chorar;
O que eu sinto é que bebo da vida toda a sua taça!
N essa maravilhosa aventura de viver,
I ndizível é o encanto com se entrelaça
O nó do amor sobre o meu ser...

M ais tarde, quando sobre a terra sossegada,
A lguém erigir a lápide da minha última morada,
R evelador epitáfio será lançado,
I dentificando o caminheiro da estrada:
A qui jaz um poeta. Amou e foi amado..."




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