domingo, 30 de maio de 2010

POESIAS_ No Garimpo do Desencanto

Num recado que não li,
de tua chegada me avisavas.
Num sono que eu não dormi,
tu me guardavas.
Na tua estrada que não percorri,
tu caminhavas.
Aberta, a porta não estava.
Por que entraste?
Porque a tua estrela que não vi,
me iluminava,
e a tua canção que não ouvi,
me deleitava.
Nem mesmo uma ilusão é visível
na curva do impossível...
Mas, sacudo o barro do desencanto,
garimpando uma palavra pro meu canto.



Antonio Maria Santiago Cabral
23/05/2010
Código do texto: T2274750
Versiprosa de Antonio Maria
http://www.antoniomaria.prosaeverso.net


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