sexta-feira, 28 de maio de 2010

POESIAS_ Subversivo Poema

O poema queima e ferra
nas páginas frias da madrugada sem sono,
depois cava palavras na terra,
cheia de folhas secas do abandono.
O poeta quer esquecer, mas o poema
prende um grito nas suas mãos duras,
e o poeta, que pragueje, que trema,
solta os versos que visitam as perjuras!


Antonio Maria Santiago Cabral
Publicado em 21/05/2010
Código do texto: T2270071
Versiprosa de Antonio Maria
http://www.antoniomaria.prosaeverso.net




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