quarta-feira, 14 de novembro de 2012

SAUDADES DO AMOR QUE NÃO HOUVE...

Oi, amor, hoje acordei
com uma enorme saudade de ti.
Confesso: até chorei...

Tantas lembranças! O beijo apaixonado,
sob o luar da rua antiga de São Luís!
O teu beijo, amor, que nunca me foi dado...

Ah, que saudades! Quando de ti (nunca) ouvia
o “Eu te amo”, tão doce e terno,
que inda hoje ecoa na minha persistente fantasia...

Te lembras do nosso sexo de luxúria vária
entre bocas famintas e suspiros desmaiados?
Claro, não lembras! Era na minha alcova imaginária...

De ti com saudade acordei e para ti componho,
de novo, estes versos tão doloridos e estranhos
para alguém que foi apenas um sonho...

Mas, por quê, te pergunto, me fizeste
acordar hoje com esta incontida saudade
do teu amor que nunca me deste?

Antonio Maria S Cabral
Recanto das Letras, 03/09/2008
Código do texto: T1160042

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

PALAVRAS TUAS E NUAS



Hoje recebi a tua  mensagem,
mas tão vazia de emoção,
que me faltou coragem
para guardá-la no meu coração...
Ah, tanto eu queria encontrar nela,
numa palavra em teu silêncio presa,
a suspeita de que, da tua cauta janela,
uma revelação escapava por uma teresa!...
Não vi nenhuma palavra vestindo tímida promessa,
nenhuma frase de ternura pontuada,
nem mesmo reticências pontilhando sem pressa
uma pobre e futura ilusão doirada...
Ah, a tua amizade é uma bofetada na face
do meu desejo!... Agora, numa angústia louca,
passo as mãos nos lábios como se tirasse
o gosto do beijo que não dei na tua boca!...

Antonio Maria S Cabral
Recanto das Letras 24/03/2011
Código do texto: T2868770

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