segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A PRECÁRIA INFLUÊNCIA DO DEBATE



Eleição faz isso: todos agora são de "esquerda", isto é, do grupo dos coitadinhos de plantão, tentando escapar da "direita fascista e golpista", como atualmente são designados os que não rezam as mesmas ladainhas dos comunistas, petistas e lulistas. Sarney, esse ninguém conhece! rsrs
Na minha opinião, este último debate do dia 28, pouco vai alterar o panorama de intenção de fotos, que ninguém sabe qual realmente é. Tudo, nesta altura dos acontecimentos, são especulações ou informações tendenciosas. Contudo, quanto ao Braide, creio que ele perdeu o bonde da arrancada para consolidar a sua vantagem de azarão político, surpreendentemente conquistada ao apagar das luzes do primeiro turno. Ele tinha que subir mais, na opção de mudança que representa, atacar os pontos vulneráveis da administração do Holanda, escapar da "margem de erro" das pesquisas e chegar imbatível ao dia da eleição. Não o fez e o resultado ficou duvidoso Para ambos os lados.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Reminiscências___AS AVENTURAS DE TONICO_1


Meu apelido quando menino - detestável apelido - era Tonico. Meu nome de batismo é Antonio e por quê - eu me perguntava, transido de raiva - não me tinham apelidado de Tonho, Toninho ou coisa parecida? O nome lembrava o jeca-tatu, o capiau, e me chamar assim era um convite para uma boa briga. Eu o aceitava sem revides mal-educados somente em se tratando da minha mãe, padrinho e madrinha, irmãos e parentes mais velhos. No máximo, também, eu o permitia às namoradinhas do bairro, já que elas, morando perto da minha casa, acostumavam-se a me tratar por esse abominável apelido.
Menino de pavio curto, jeito atrevido, debochado e irreverente, espírito contraditório - capaz de grandes gestos de amor tanto quanto de arrebentar a cabeça de um desafeto a pedradas, de tanto chorar pelo seu cachorrinho doente quanto de amarrar latas nos rabos dos gatos - amado e odiado por vizinhos, parentes, professoras, colegas e amigos, mas jamais despercebido, o Tonico nunca foi embora da minha personalidade.
Assim que atingi a idade adulta - nem sempre a idade da razão - Tonico passou a representar a parte da minha personalidade que eu precisava manter sob controle - a parte impulsiva, safada, temperamental ou perigosa. Nem sempre consegui essa façanha, de modo que, ainda hoje, o danado ainda às vezes aparece e, pasmem, já de cabelos brancos!
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PARA QUEM O EDIVALDO HOLANDA PERDE...



Sarney, passado político do pai do Braide e do próprio, tudo isso são detalhes de pouca valia para que o prefeito Edivaldo recupere, a 13 dias da eleição, a sua vantagem inicial sobre o seu adversário do segundo turno.

Na verdade, Edivaldo tinha a faca e o queijo na mão, mas não soube – ou não pôde – cortar. Eliziane Gama convidou João Castelo para vice e naufragou politicamente; Wellington do Curso ia bem, na vice-liderança, e parecia forte candidato a uma disputa no segundo turno, mas a sua má dicção e alguns detalhes sobre a sua situação social e tributária, que vieram à tona, tolheram os seus passos. Era de se esperar que o prefeito, com 4 anos de gestão e com o uso da máquina do governo, inclusive o apoio do governador Dino, absorvesse os votos dos desiludidos simpatizantes de Gama e Wellington. Ao contrário, surpreendentemente, tais votos foram canalizados para um quase desconhecido do povão – o jovem Eduardo Braide, que ostentava uma discretíssima 4ª colocação. Funcionou aí, é evidente, o fator rejeição ao nome do Edivaldo Holanda.

Moral da história: Holandinha está perdendo para ele mesmo, isto é, Braide pode ganhar, não por seus méritos, mas simplesmente porque o prefeito provou que não os tem.

MINHA CRIANÇA INTERIOR


Quando se discute a existência ou não da alma, eu, fugindo ao dogmatismo das religiões humanas - pois sou visceralmente agnóstico - declaro, com todas as letras, que estou plenamente convencido de que algo (uma força, uma energia, uma partícula de luz ) constitui a nossa personalidade imaterial e que isso é anterior e posterior ao nosso nascimento e morte. Onde e como essa chama vital exercerá a sua perenidade, após a nossa morte física, eis um terreno duvidoso, e nele eu não me atrevo a ingressar, por não apreciar discussões que não conduzem às necessárias conclusões. Portanto, quando ouço dizerem: "Não Deixe Morrer em Você a Sua Criança Interior", concordo plenamente, pois o que esse pensamento sugere é manter um comportamento perfeitamente racional e compatível com a nossa saúde emocional e espiritual.

Eis como penso que atravessei as minhas fases de desenvolvimento como ser humano: EU não fui criança, EU não fui jovem, EU não sou velho.. Não! Na verdade, EU estive criança, EU estive jovem, EU estou velho.

Mas quando EU estive criança, os meus olhos conduziam mais sonhos, mais esperanças e mais inocência do que hoje. Em consequência, é sempre muito saudável - até mesmo do ponto de vista científico - resgatar, no meu cotidiano, o tempo em que EU estive criança!

ILHA REBELDE



São Luís ainda é, convenhamos, a Ilha Rebelde.
Edivaldo Holanda é "pau-mandado" do comunista Dino, e mesmo com máquina administrativa a seu favor, não conseguiu convencer nem a elite, nem o "zé-povinho" a sacramentar o seu nome e ficou no "sobe-e-desce" o tempo todo. Wellington é político oportunista, com um ranço de burguesão favorecido pela indústria de concursos, que inspira desconfiança a gregos e a troianos, e, por isso, depois de um crescimento inicial, o seu rótulo de "salvador da pátria" encolheu bastante. Eliziane Gama, esta, - por Deus e todos os diabos do mundo! - , tinha a faca e o queijo na mão, mas, na hora de cortar, chamou o João Castelo para ser seu vice e despencou vergonhosamente do seu pedestal de brava combatente de saias!
Com tantas inutilidades desejando abocanhar o filé da Prefeitura de São Luís, ansiávamos por uma nova opção, um novo viés político. E o debate na TV nos mostrou o Braide, um rapaz inteligente, discreto e, com toda a certeza, competente no que faz. E a Ilha Rebelde concluiu que, por enquanto, esse é o cara!
Por que não jogamos a ralé política no lixão do ostracismo público e damos uma chance a esse novo novo personagem político que desponta, em São Luís, de maneira surpreendente e, por que não dizer, muito oportuna?