segunda-feira, 17 de outubro de 2016

MINHA CRIANÇA INTERIOR


Quando se discute a existência ou não da alma, eu, fugindo ao dogmatismo das religiões humanas - pois sou visceralmente agnóstico - declaro, com todas as letras, que estou plenamente convencido de que algo (uma força, uma energia, uma partícula de luz ) constitui a nossa personalidade imaterial e que isso é anterior e posterior ao nosso nascimento e morte. Onde e como essa chama vital exercerá a sua perenidade, após a nossa morte física, eis um terreno duvidoso, e nele eu não me atrevo a ingressar, por não apreciar discussões que não conduzem às necessárias conclusões. Portanto, quando ouço dizerem: "Não Deixe Morrer em Você a Sua Criança Interior", concordo plenamente, pois o que esse pensamento sugere é manter um comportamento perfeitamente racional e compatível com a nossa saúde emocional e espiritual.

Eis como penso que atravessei as minhas fases de desenvolvimento como ser humano: EU não fui criança, EU não fui jovem, EU não sou velho.. Não! Na verdade, EU estive criança, EU estive jovem, EU estou velho.

Mas quando EU estive criança, os meus olhos conduziam mais sonhos, mais esperanças e mais inocência do que hoje. Em consequência, é sempre muito saudável - até mesmo do ponto de vista científico - resgatar, no meu cotidiano, o tempo em que EU estive criança!

Nenhum comentário:

Postar um comentário